Na engenharia tudo se resume a equacionar os problemas e transformar os dados em gráficos. Nem sempre isso é possível, mas quando não resolvemos o problema de forma analítica, apelamos para ensaios exaustivos que hão de nos fornecer uma lógica para determinado fenômeno físico. Aí é só fazer a correspondência de “x” com “y” e um abraço.
Na vida, nascemos, crescemos, procriamos (atualmente essa parte não é mais obrigatória, pelo menos para os não-mórmons) e morremos. Começamos pequeninos e indefesos, nos desenvolvemos, criando músculos e melhorando os nossos recordes pessoais, e... e então atinge-se o ponto de inflexão da curva. É muito difícil identificar esse ponto de máximo, quando a derivada da função se iguala a zero, e aquela curva quadrática, barrigudinha que é uma beleza, aponta pro céu e começa a descer. Talvez por isso o formato dela se assemelhe ao inverso daqueles sorrisos de “smileys”, com a concavidade para baixo ou, como diria um antigo professor meu, com o “jeitão” dela para baixo.
Se aos dezessete você pensa que, se começar a treinar no dia seguinte, você será capaz de correr uma maratona sem maiores problemas em aproximadamente um ano, você provavelmente está certo. A tendência é sempre melhorar, quanto mais exercício melhor. Mas quando aos vinte e nove e pensa em aumentar a sua velocidade na esteira em um quilômetro a mais por hora, prepare-se para sofrer meu amigo. A esteira não perdoa, porque ela não pára. A não ser que você aperte o botão vermelho da vergonha. Existe ainda, nos novos modelos de esteiras, um item extra para torturar os seus desafiantes, que é a inclinação. Quatro por cento é o suficiente para sentir o bafo do diabo a te cutucar com o tridente.
Na vida, nascemos, crescemos, procriamos (atualmente essa parte não é mais obrigatória, pelo menos para os não-mórmons) e morremos. Começamos pequeninos e indefesos, nos desenvolvemos, criando músculos e melhorando os nossos recordes pessoais, e... e então atinge-se o ponto de inflexão da curva. É muito difícil identificar esse ponto de máximo, quando a derivada da função se iguala a zero, e aquela curva quadrática, barrigudinha que é uma beleza, aponta pro céu e começa a descer. Talvez por isso o formato dela se assemelhe ao inverso daqueles sorrisos de “smileys”, com a concavidade para baixo ou, como diria um antigo professor meu, com o “jeitão” dela para baixo.
Se aos dezessete você pensa que, se começar a treinar no dia seguinte, você será capaz de correr uma maratona sem maiores problemas em aproximadamente um ano, você provavelmente está certo. A tendência é sempre melhorar, quanto mais exercício melhor. Mas quando aos vinte e nove e pensa em aumentar a sua velocidade na esteira em um quilômetro a mais por hora, prepare-se para sofrer meu amigo. A esteira não perdoa, porque ela não pára. A não ser que você aperte o botão vermelho da vergonha. Existe ainda, nos novos modelos de esteiras, um item extra para torturar os seus desafiantes, que é a inclinação. Quatro por cento é o suficiente para sentir o bafo do diabo a te cutucar com o tridente.
Dia desses fiz as contas de quanto tinha que aumentar minha velocidade para baixar em um minuto o meu tempo de corrida por quilômetro. Fica aqui a dica, não façam isso em casa. Pelo menos não de uma só vez. Ao implementar o meu sonhado novo patamar de velocidade na máquina, não se passaram sequer trinta segundos para o joelho apitar. Eu estava lá, no ponto de inflexão da minha curva da vida pessoal. Senti como se estivesse subindo numa montanha russa e pudesse ver, lá de cima, o parque inteiro. Um momento de reflexão da vida, que serve para nos lembrar que não estamos aqui para sempre e que todo segundo é valioso.

