Esse texto resultou da viagem de férias, durante o mês de outubro, em que eu e Marie passamos por Las Vegas, Grand Canyon, Los Angeles, Cambria, Carmel-by-the-sea e San Francisco.
Saímos cedo de Las Vegas e pegamos a estrada para o Grand Canyon. Apesar de a Margem Oeste ser mais perto, preferimos ir para a Margem Sul, onde fica o Grand Canyon National Park. É a visita clássica ao Grand Canyon. Quase 450km e cinco horas depois, chegamos ao parque. Lá o carro deixa de ser necessário. Há um ótimo serviço de ônibus interno, que circula por todo o parque e já está incluso na taxa paga para entrar no parque, de 25 dólares por veículo.
Saímos cedo de Las Vegas e pegamos a estrada para o Grand Canyon. Apesar de a Margem Oeste ser mais perto, preferimos ir para a Margem Sul, onde fica o Grand Canyon National Park. É a visita clássica ao Grand Canyon. Quase 450km e cinco horas depois, chegamos ao parque. Lá o carro deixa de ser necessário. Há um ótimo serviço de ônibus interno, que circula por todo o parque e já está incluso na taxa paga para entrar no parque, de 25 dólares por veículo.
| Pode-se ver o rio Colorado, que corre no fundo do Grand Canyon |
| Maswik Lodge - o nosso quarto ficava no térreo |
Depois partimos para um passeio na direção oeste do parque, pela linha vermelha de ônibus. Sua última parada é no Hermit's Rest, onde se inicia umas das trilhas que levam até o rio colorado. No caminho há várias paradas com belas vistas. Descemos em uma delas, já com a tarde se esvaindo no horizonte, e assistimos ao pôr-do-sol no Grand Canyon. Era impressionante a variedade de nacionalidades entre os turistas. Era de se estranhar também a ausência de outros brasileiros, que até então haviam sido presença constante na viagem.
À noite saímos na total escuridão do parque em busca de janta. Andamos junto à beira do cânion e eu podia jurar, caso não tivesse visto mais cedo o imenso e seco buraco que havia ali, que estava diante do mar, com sua brisa acolhedora. De repente paramos perto de um gramado onde algumas pessoas tiravam fotos. Achei que se tratava de uma estátua de um veado com longos chifres. O susto só veio quando ele mexeu a cabeça, fitando-nos com seus olhos brilhantes.
Jantamos no Bright Angel Restaurant e compramos bonés na lojinha de souvenirs para enfrentar o sol do dia seguinte.
À noite saímos na total escuridão do parque em busca de janta. Andamos junto à beira do cânion e eu podia jurar, caso não tivesse visto mais cedo o imenso e seco buraco que havia ali, que estava diante do mar, com sua brisa acolhedora. De repente paramos perto de um gramado onde algumas pessoas tiravam fotos. Achei que se tratava de uma estátua de um veado com longos chifres. O susto só veio quando ele mexeu a cabeça, fitando-nos com seus olhos brilhantes.
Jantamos no Bright Angel Restaurant e compramos bonés na lojinha de souvenirs para enfrentar o sol do dia seguinte.
| Ele fez um olhar do tipo "não mexe comigo,que te empurro lá embaixo" |
A manhã do dia seguinte estava gelada e a vista fantástica. Percorremos o trecho entre o Centro de Visitantes Principal e o Museu de Geologia Yavapai. Ficamos um bom tempo curtindo aquele absurdo da natureza e tirando inúmeras fotos. Parece que por mais que o homem construa cidades e monumentos, parques de diversões e museus, o arquiteto divino, munido de paciência infinita e alguns milhões de anos para a execução da obra, sempre nos humilhará. Todas aquelas diferentes camadas de rochas, erodidas pelas incansáveis intempéries, dão a verdadeira dimensão da insignificância de nossas existências e da efemeridade da vida humana frente à natureza. Um piscar de olhos é o que nós somos nesse contexto. Deixaremos pequenas marcas no mundo, que serão apagadas numa constante sucessão de fatos. Assim, resolvemos pegar o ônibus e seguir para a rota laranja.
| Só faltou um coiote sobre as rochas que parecem empilhadas |
No final dessa rota há o começo da trilha Bright Angel. Qual não foi nossa angústia quando descobrimos que ela é suave o bastante para descer, sem necessidade de grandes habilidades. Mas eram 10km até a base, até o rio colorado. Não havíamos nos preparado para isso. Não havíamos trazido comida ou água, e já tínhamos reservado hotel em Las Vegas para aquela noite. Deu uma vontade louca de descer, mas tivemos que nos contentar com uns 300m de trilha e promessas de voltarmos um dia para dormir lá embaixo.
De volta ao carro, pegamos a estrada para Las Vegas e toda sua agitação. Toda sua frívola humanidade. Fica a dica: Se puder escolher entre um local tocado pelos deuses e um local tocado pelos homens, não hesite. Se nos sentimos pequenos no primeiro, também nos sentimos mais vivos do que nunca. Sentimo-nos parte desse louco globo a girar pelo espaço.
De volta ao carro, pegamos a estrada para Las Vegas e toda sua agitação. Toda sua frívola humanidade. Fica a dica: Se puder escolher entre um local tocado pelos deuses e um local tocado pelos homens, não hesite. Se nos sentimos pequenos no primeiro, também nos sentimos mais vivos do que nunca. Sentimo-nos parte desse louco globo a girar pelo espaço.
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