Fim de ano. Estou em Brasília, onde tudo é mais calmo nessa época do ano. O trânsito está tranquilo, há vagas para estacionar. As filas no supermercado estão pequenas e a vida é boa. Até tem ventado esses dias. Estive em Natal (cidade) na última semana e passei o Natal (aniversário de Jesus) com familiares, matando saudades.
De volta à rotina de trabalho, a mente paira inquieta. Assim mesmo, com as palavras “paira” e “inquieta” contraditoriamente lado a lado. Ela planeja o futuro, amassa papéis e replaneja tudo novamente. Há opções, boas expectativas, um clima bom no ar. Estou lendo livros sobre tecnologia, empresas de sucesso, prosperidade. Um sobre o Google, outro sobre Steve Jobs. Em paralelo, ouço um pouco de Coldplay. Até pouco tempo atrás achava que a banda não passava de um simulacro do Radiohead, com pitadas de U2. Após vê-los no Show do Rock in Rio, pela televisão, e ouvir mais atentamente ao álbum Viva La Vida, passei a vê-los com bons olhos. As músicas são simples e belas, portadoras do espírito dos tempos atuais – o nosso zeitgeist.
Quanto ao blog, esse foi o ano de maior número de posts. Vendo a trajetória tortuosa deste espaço cibernético desde 2006, noto a inconstância de seu autor. Sempre mudando o rumo e, talvez por isso, sempre se surpreendendo com o que está à frente. Esse ano um certo direcionamento foi dado. De forma natural e orgânica os textos vão focando em viagens. Talvez nunca atraia lá tantos leitores, afinal não tenho prestado informações tão úteis assim. Ao contrário, tento sempre levar a experiência para o lado mais pessoal e deixar os textos um pouco mais literários.
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