Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Não fosse o amanhã, que dia agitado hoje seria

Mundo prestes a desabar em Brasília

A frase-título deste post está pichada no tapume de uma obra, em frente à qual costumo passar. Previsões de fim do mundo; pareceres médicos daqueles que nos dão apenas mais alguns meses de vida; leituras de mão que apontam o fim próximo. Se fossem cem por cento confiáveis, o que poderia ser mais libertador? Apesar de termos certeza de nossa existência limitada, muitas vezes nos comportamos como se estivéssemos deslizando suavemente no tobogã da vida eterna. Aquilo que você deixar para depois não vai voltar, esqueça. Viva como se estivesse sonhando, e seu sono será tranqüilo, pois quando chegada a noite já não haverá mais com o que sonhar.

Assim como nos permitimos comemorar a cada virada de ano um novo começo – com o qual nos planejamos, nos organizamos e nos abastecemos de nova esperança – devemos atentar para a beleza intrínseca à finitude de tudo o que há no mundo. Inclusive a nossa própria.

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